Thursday, March 26, 2009, 13:14 - Artigo Inédito
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As marcas e empresas de hoje têm um novo desafio: torear a opinião dos seus consumidores. Posted by Administrator
O consumidor sem voz morreu há tempos. E não por uma canetada de algum político, mas pela inexorável evolução humana. Pela interatividade. Pela tecnologia.
Grandes empresas hoje mantêm profissionais e empresas especializados em monitorar e, na medida do possível, influenciar a opinião de seus consumidores.
Hoje, cada ser humano é um cronista. E se esse cronista resolver falar mal de alguém, isso pode sim se tornar um problema.
As redes sociais, os blogs, o Twitter são armas poderosas. Principalmente no caso de escolas, que lidam com o público jovem.
Até o homem mais poderoso do mundo utilizou essas armas para se tornar presidente dos Estados Unidos. Sim. Obama é o primeiro presidente interativo do mundo.
E sua escola, também é? Quantas comunidades existem no Orkut falando de sua escola?
Quantos blogs estão malhando determinado professor? O que seus alunos escrevem no Twitter? Se algumas dessas perguntas ficarem sem respostas, o problema para você já começou.
Já tive oportunidade de ver um cliente barrar o acesso das pessoas do departamento de marketing à sites como Orkut ou Youtube. Ora, meus amigos, isso é o mesmo que forçá-los a trabalhar com uma venda nos olhos.
A vida do jovem de hoje está baseada na interatividade. E EXPRESSÃO é a palavra de ordem. No meu tempo, as pessoas se expressavam em microfones em reuniões estudantis dentro de diretórios acadêmicos. Hoje, há um microfone para cada um, com potencial de audiência maior do que o da Rede Globo.
Outra coisa que mudou, além da interatividade foi a própria postura do jovem atual. Ele foi criado de forma diferente. É senhor dos seus hábitos e consumo de mídia. Lê o que quer. Assiste o que quer. Ouve o que quer. E, não raro, está sendo criado por um pai e uma mãe ausentes, que, por isso, têm complexos de culpa. Resultado: um jovem mais “bocudo”, mais chato mesmo, que cobra mais, exige mais e quer fazer cada vez menos. E, pior, com um baita microfone nas mãos. Torear essa turma é uma das funções do profissional de marketing das escolas de hoje. Se isso ainda não começou aí na sua escola, corra: você está atrasado.
Artigo escrito para a Revista Gestão Educacional, ainda inédito.




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