Wednesday, November 26, 2008, 17:08 - Artigo Publicado, Comunicação, Marketing Educacional
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O que será que determina pais e alunos se identificarem com uma escola ou faculdade? Qual é o segredo que algumas instituições de ensino têm para cativar este fiel público ‘consumidor’ de educação?Posted by Administrator
Não existe mágica, e sim muito trabalho. Cada um faz a sua parte. O aluno que se dedique nos estudos, seja aplicado, rigoroso consigo mesmo e com seus professores, exigindo sempre mais. As escolas, faculdades e universidades que invistam em docentes cada vez mais capacitados. E os pais?
Neste contexto, posso dizer que o que cativa cada pai e cada mãe desde os primórdios escolares é saber que seus filhos estão aprendendo e recebem a melhor educação e ensino possíveis. Conforme avança na escola, as preferências dos pais ganham contornos mais exigentes, como a predileção por um ensino que prime por um bom programa pedagógico, boa estrutura física da escola e um corpo docente de alto nível. Estes objetos de desejos educacionais pairam sobre a cabeça de pais e de alunos desde a mais tenra idade, sobretudo no salto para a universidade, ponto de partida para a conquista de uma boa (ou não) posição profissional, social e financeira. Talvez, com algum conhecimento também.
O ambiente escolar também é outro fator que prepondera, em qualquer nível de ensino, fundamental, médio ou superior. Uma boa base educacional também está alinhada com princípios e valores básicos, que podem ser transmitidos na escola A ou B, independente do valor da matrícula. Ou, independente até se há matrícula, no caso das escolas públicas. As diretrizes pedagógicas às vezes já determinam o ambiente educacional. Dali pra frente, tudo é questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e uma educação tranqüila. Ou alguém não gosta de ver seu filho em um ambiente salutar?
Nesta atração entre pais, alunos e instituição de ensino, o fazer pensar poderá ser o diferencial daqui pra frente. Conhecemos muitos profissionais, formados pelas melhores bancadas docentes do mundo, que têm pouca habilidade para pensar. Talvez porque tenham muita informação – estamos no período de exagerada informação -, mas pouco conhecimento. E já vimos estudiosos apontar que o conhecimento será a chave do futuro.
Claro que outros fatores também serão preponderantes na escolha de pais e alunos pela escola, faculdade e universidade. Não podemos esquecer que fatores extras acabam por melhorar ou limitar a identificação deles com as instituições. Para uma família com poucos recursos financeiros, por exemplo, ver o filho com um canudo nas mãos muitas vezes é uma grande conquista. Para quem tem mais condições, aspectos como a estrutura física, o corpo docente e a pedagogia adotada passam a ser os primeiros quesitos observados e levados em conta: opções admissíveis nas melhores faculdades privadas ou universidades públicas do país.
Mas se você pensou que nada pode contribuir além dos dotes “naturais” das instituições, enganou-se. De fato, o melhor marketing é o boca a boca, a imagem que elas transmitem ao longo dos anos. Mas um esforço em comunicação, com um marketing educacional bem direcionado, destacando seus diferenciais, sempre auxilia de forma positiva na escolha. Ou seja, cativa o fiel público ‘consumidor’ de educação, revelando seus segredos de alguma forma.
De um modo geral, não é à toa que Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), FVG (Fundação Getúlio Vargas, RJ e SP), PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica) configuram entre as melhores do país segundo indicador de qualidade do MEC (Ministério da Educação): o Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado em setembro passado. USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também, e só não estão entre as melhores do ranking IGC por não serem obrigadas a participar do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).
Artigo publicado na Revista Gestão Educacional, edição #42




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